Os corpos das 23 vítimas do grave acidente registrado na BR-373, em Ipiranga, no Paraná, chegaram ao Instituto Médico-Legal (IML) de Ponta Grossa na manhã desta quarta-feira (19). Um comboio formado por mais de dez veículos chegou à cidade por volta das 10h15, dando início aos trabalhos de necropsia e identificação. Até o momento, 12 vítimas foram identificadas.
Uma força-tarefa foi mobilizada para agilizar os procedimentos, e existe a possibilidade de que todos os corpos sejam identificados e liberados ainda nesta quarta-feira. Para facilitar a emissão das certidões de óbito, um cartório instalou uma unidade temporária ao lado da sede da Polícia Científica de Ponta Grossa.
A tragédia deixou 23 mortos, sendo 13 mulheres, oito homens e duas crianças. Outras cinco pessoas sobreviveram e foram encaminhadas para atendimento hospitalar em Ponta Grossa.
Uma estrutura especial também foi preparada para receber os familiares das vítimas, com atendimento de psicólogos e orientação jurídica. Em Imbituva, a Prefeitura disponibilizou o ginásio de esportes do município para as famílias que desejarem realizar um velório coletivo.
Motorista da carreta morreu no acidente
O motorista da carreta foi identificado como Alex Rivail. Ele também morreu na colisão. Segundo as informações disponíveis, o caminhão estava vazio e era vinculado a uma empresa.
Após a tragédia, um vídeo publicado pelo caminhoneiro em maio de 2025 voltou a circular nas redes sociais. Na gravação, feita mais de um ano antes do acidente, ele participa de uma trend relacionada à velocidade de caminhões, enquanto o painel do veículo aparece marcando 120 km/h.
O registro, no entanto, não permite determinar a velocidade em que a carreta trafegava no momento da colisão e não deve ser considerado, isoladamente, como evidência das circunstâncias do acidente.
Perícia investiga causas da colisão na BR-373
As circunstâncias que levaram à tragédia continuam sendo investigadas. Entre os elementos que deverão ser analisados está o cronotacógrafo da carreta, que não estaria em pleno funcionamento no momento do acidente.
A investigação também deverá avaliar as condições dos pneus e do sistema de freios do caminhão. Além disso, exames toxicológicos serão realizados nos corpos dos condutores.
O trabalho pericial busca esclarecer o que fez a carreta sair de sua faixa de circulação e atingir o micro-ônibus. As causas do acidente ainda não foram oficialmente determinadas.